Em 2020 o marketing de sedução destrona o marketing de performance.

Quando analisamos as marcas que estão a fazer real diferença na capacidade de engajamento dos seus clientes, percebemos quão a reflexão nos leva para o tópico da sedução. Vejamos marcas globalmente reconhecidas como a Apple, a Nike ou a BMW, e a forma como inteligentemente usam o seu charme e manobras cuidadas de sedução para levar os consumidores a alterar o seu comportamento.

Do lado oposto, o marketing de performance – também chamado de over-marketing – é cada vez mais percecionado como demasiado vazio e calculista.

Mas afinal de contas o que é o marketing de sedução? Algumas pistas para reaprender a arte da sedução, competência que genericamente desapareceu da sociedade contemporânea, podem ser encontradas no clássico namoro. Estabeleça contacto, demonstre as suas qualidades, pratique os seus valores, faça muitas perguntas, esteja atento às respostas, lide com objeções, supere o medo e a reticência, seja generoso, mostre a sua vulnerabilidade, “encante” o objeto de sua atenção. A probabilidade de um segundo encontro aumentará proporcionalmente.

A verdade é que, no mais profundo e genuinamente humano que há em cada um de nós, existe uma necessidade de ser “cortejado”, mais até do que “impressionado”. As grandes marcas há muito que perceberam isso. E a sua?

Aqui ficam 4 questões que deve começar por fazer para perceber se está ou não a aplicar a arte da sedução à sua estratégia de marketing:

  • Preocupo-me genuinamente com os meus clientes?
    O Social Listening é uma das ferramentas mais poderosas que o advento do digital e, em particular, das Redes Sociais, nos trouxe. Permite-nos escutar, analisar, medir em tempo real o estado de ânimo dos utilizadores e consumidores no que respeita à nossa marca. É fundamental praticar uma escuta ativa, cruzar variáveis e, como é natural, estabelecer um diálogo genuíno com os nossos clientes e seguidores. O que é que os seus clientes pensam da sua marca? O que dizem sobre os seus concorrentes? Como pode retirar insights e conclusões dos dados recolhidos, integrando-os na sua estratégia?
  • Conto uma história realmente relevante?
    Assim como o Social Listening, a Relevância é uma keyword nos tempos que correm. A definição de propósito de marca assume papel central e serve de alavanca à sua estratégia de posicionamento, comunicação e conteúdo. Perceba se a razão para existir da sua marca e negócio estão alinhados com as expetativas e padrões comportamentais do seu público-alvo. E identifique os pontos de convergência e de diferenciação que efetivamente motivam os clientes, levando-os à ação.
  • Conto uma história?
    Todos nós gostamos de uma boa história. Faz-nos escapar da realidade e, acima de tudo, faz-nos acreditar e confiar. Conta uma história aos seus clientes? Quão verdadeira, genuína e transparente é a história que conta? A história que conta é compatível com a expetativa que os seus clientes têm de ver resolvido o seu problema, a sua necessidade, o seu sonho?
  • Aplico estratégias de personalização e data analysis?
    A hiper-personalização é uma das grandes tendências para 2020. Que estratégias de análise de dados, de segmentação e de personalização tem em ação? Como pode, atendendo às necessidades do mercado e aos seus recursos, mudar a direção em favor desta tendência irredutível?

Nunca é tarde para começar. E pode começar simplesmente por conceder-se tempo. Tempo para analisar. Escutar ativamente os seus clientes. Estabelecer um diálogo franco, genuíno e consequente com eles. Alinhar o seu propósito e os objetivos de mercado com aquilo que efetivamente o mercado busca em si, na sua marca, na sua organização.
Em 2020, muna-se das ferramentas para criar uma love brand.

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